Julgamento de homem acusado de matar enteado e tentar matar companheira acontece em Juiz de Fora
13/08/2026
(Foto: Reprodução) Homem acusado de matar enteado vai a júri popular em Juiz de Fora
Quase três anos depois do crime, Luiz Fernando Barbosa Izidoro vai a julgamento nesta quinta-feira (13), em Juiz de Fora. Ele é acusado de matar o enteado, Raphael Meyer Tancredo, e tentar matar a companheira, Sandra Helena Meyer.
O ataque ocorreu em setembro de 2023, dentro da casa onde a família morava, no bairro Nova Benfica. Na época, a vítima tinha 39 anos.
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Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o réu responde por dois crimes:
Homicídio qualificado contra o enteado, Raphael;
Tentativa de feminicídio contra a companheira, Sandra.
O g1 tenta contato com o advogado de defesa do réu, Antônio de Pádua Machado.
Relembre o caso
De acordo com a família, na noite de 10 de setembro de 2023, Sandra, que na época tinha 60 anos, estava em um shopping com o filho, a nora e as netas.
Por volta das 21h30, Raphael entrou na casa para pegar alguns objetos. Foi quando Luiz Fernando, de 39 anos, começou a discutir com o enteado e o acusou de ter levado a companheira para uma 'bagunça'.
Ainda conforme os parentes, Luiz Fernando empurrou Raphael, pegou duas facas na cozinha e atacou os dois.
Raphael Meyer Tancredo foi morto a facadas em Juiz de Fora
Arquivo Pessoal
A agressão aconteceu na frente da filha de Raphael, então com 13 anos. Sandra conseguiu fugir para a casa de um vizinho e pediu socorro. O agressor foi preso logo em seguida.
Raphael levou cerca de 10 facadas. Ele foi socorrido e levado para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), mas morreu na manhã do dia seguinte por causa da perda de sangue.
Já Sandra levou cinco facadas e teve o pulmão atingido. Ela passou por cirurgias e relatou ter perdido cerca de 50% da capacidade de um dos pulmões.
As acusações
Pela morte de Raphael, Luiz Fernando responde por homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel.
No caso de Sandra, ele é acusado de tentativa de feminicídio por motivo torpe, em contexto de violência doméstica. O MPMG também destaca que o crime foi cometido na presença da filha da vítima.
A Justiça decidiu que o réu deve ir a júri popular por entender que existem provas e indícios suficientes da autoria dos crimes. A decisão não representa uma condenação definitiva, que será definida pelo tribunal.
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