Homem indiciado por matar a esposa com banco de madeira em Divinópolis é preso após quase um ano foragido

  • 13/08/2026
(Foto: Reprodução)
Juares Marques dos Santos, de 51 anos foi preso em Santo Antônio do Monte Polícia Militar/ Divulgação Juares Marques dos Santos, de 51 anos, que estava foragido desde setembro de 2025, foi preso na manhã desta quinta-feira (13), em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas. Ele foi indiciado por feminicídio pela morte da esposa, Lucélia Batista Silva, de 39 anos. Segundo a Polícia Civil, Lucélia foi agredida por Juares com um banco de madeira no dia 15 de agosto, na Comunidade do Choro, zona rural de Divinópolis. Ela foi socorrida, mas morreu no dia 9 de setembro. O inquérito foi concluído no dia 29 de setembro, e Juares foi indiciado por feminicídio. A Justiça decretou a prisão preventiva de Juares no dia 3 de setembro, mas, na época, ele não foi localizado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Agora no g1 Prisão Nesta quinta-feira, dez meses depois, ele foi preso pela Polícia Militar com apoio da Polícia Civil de Divinópolis, após uma denúncia de que ele percorria uma área rural em Santo Antônio do Monte. Conhecido como “Lázaro de Ermida”, Juares passou os últimos meses escondido em áreas rurais e era procurado também por outros crimes atribuídos a ele, como furtos e roubos. Segundo a Polícia Civil, o histórico de fuga e a facilidade para circular e se esconder em regiões rurais tornaram a localização dele uma das buscas mais prolongadas realizadas na região. O delegado Vivalde Levilesse Ferreira Júnior explicou que, desde o feminicídio, ocorrido em agosto de 2025, as polícias Civil e Militar mantiveram um trabalho contínuo para tentar localizar o suspeito. A operação de busca envolveu diferentes estratégias. Foram utilizados drones equipados com sensor térmico, câmeras instaladas em pontos onde Juares costumava aparecer e levantamentos em propriedades rurais. “Após o feminicídio ocorrido no mês de agosto de 2025, nós intensificamos as buscas por ele. Nós utilizamos drones com sensor térmico, instalamos câmeras nos locais onde ele, na zona rural, apresentava-se por mais vezes, em residências de vítimas onde ele cometia furtos”, explicou o delegado. Busca a cavalo percorreu 30 quilômetros Nos últimos dias, as equipes intensificaram novamente as buscas em áreas rurais. Na quarta-feira (12), um dia antes da prisão, policiais percorreram cerca de 30 quilômetros a cavalo em uma região onde havia indícios de que Juares ainda permanecia escondido. Segundo Vivalde, durante a incursão foram encontrados rastros que indicavam que o foragido continuava circulando pelo local. “Ontem mesmo nós percorremos cerca de 30 quilômetros a cavalo e conseguimos localizar rastros que demonstravam que o Juares ainda permanecia vivendo no local”, afirmou. A estratégia era necessária, segundo o delegado, porque Juares conhecia a região e não permanecia por muito tempo no mesmo lugar. “Ele era um homem que não parava em local algum. Ele permaneceu durante algum tempo em uma cidade, ficava por alguns meses, depois ia para outra e, no total, percorreu 12 cidades desde o ano de 2006 até recentemente”, disse. Histórico de violência contra mulheres Juares Marques dos Santos, de 51 anos, suspeito de matar a esposa com golpes de banco de madeira em Divinópolis Polícia Civil/Divulgação Além da investigação relacionada à morte de Lucélia, Juares possui uma condenação por uma tentativa de feminicídio contra uma ex-companheira em Arinos, no Norte de Minas, ocorrida em 2006. Segundo o delegado, na época, o homem agrediu a mulher com um soco e também a atingiu com uma facada. A vítima ficou paraplégica em consequência das agressões. O histórico reforçou a preocupação das forças de segurança durante o período em que Juares permaneceu foragido. Polícia investiga possível rede de apoio Outro ponto que deverá ser investigado pela Polícia Civil é a existência de uma possível rede de pessoas que teria ajudado Juares a permanecer escondido durante o período de fuga. De acordo com o delegado, as investigações apontam que ele recebeu auxílio para conseguir alimentação, roupas e outros itens necessários para permanecer em áreas rurais por longos períodos. “Ele tinha apoio naquela região. Além de conhecer a zona rural, ele também tinha apoio de pessoas próximas a ele que ajudavam com alimentação, vestuário e outras formas para ele se manter ali por tanto tempo”, afirmou Vivalde. A extensão da área rural também dificultou a localização. Segundo a Polícia Civil, o conhecimento que o suspeito tinha do território permitia que ele mudasse de esconderijo e evitasse as equipes. Disse que só seria preso morto Durante o período em que esteve foragido, Juares teria dito a pessoas próximas que não pretendia se entregar à polícia e que, caso fosse localizado, seria preso apenas morto. A informação chegou ao conhecimento das forças de segurança e aumentou a atenção durante as buscas. Polícia Civil e Polícia Militar falaram em coletiva sobre a prisão de Juares em Santo Antônio do Monte Tv Integração/Reprodução A previsão, no entanto, não se confirmou. Juares foi localizado e preso com vida e sem ferimentos, segundo o delegado. “Ele falava que não iria se entregar e que, se fosse preso, seria preso apenas morto. No entanto, as circunstâncias demonstraram de forma diferente. Ele foi preso e preso com vida, com toda a sua integridade física preservada”, afirmou Vivalde. Feminicídio em Divinópolis Juares foi indiciado pelo feminicídio de Lucélia Batista Silva, de 39 anos. O caso ocorreu em agosto de 2025, em Divinópolis. Na ocasião, segundo a investigação, a mulher foi agredida pelo marido com um banco de madeira e precisou ser hospitalizada em estado grave. Durante a agressão, a vítima pediu que a filha mais nova procurasse ajuda. A criança correu até a casa de vizinhos, que encontraram a mulher caída na cozinha, com um ferimento grave na cabeça. O banco usado na agressão foi apreendido. Na época, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) apurou que os dois viviam juntos havia cerca de 15 anos. Nesse período, a investigação apontou que Juares já havia sido violento com Lucélia e também com as três filhas, de 13, 11 e 8 anos. Na véspera do crime, o casal discutiu, e o suspeito saiu de casa fazendo ameaças. No dia seguinte, ele voltou e atacou Lucélia. Após o crime, Juares fugiu e passou a ser procurado pela Polícia Civil. O caso ganhou repercussão na região diante do histórico atribuído ao suspeito e do longo período em que ele conseguiu permanecer escondido. Com a prisão, a Polícia Civil deverá dar continuidade aos procedimentos relacionados aos crimes pelos quais Juares é investigado e também apurar a possível participação de pessoas que teriam auxiliado na fuga. Juares permanece à disposição da Justiça. 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FONTE: https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2026/08/13/homem-indiciado-por-matar-a-esposa-com-banco-de-madeira-em-divinopolis-e-preso-apos-quase-um-ano-foragido.ghtml


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