Fonoaudiólogo é preso suspeito de abuso sexual contra mães de pacientes em MG
12/08/2026
(Foto: Reprodução) Fonoaudiólogo de 50 anos é preso em Barbacena por suspeita de abuso contra mulheres em Barroso
Nayara de Paula/TV Integração
Um fonoaudiólogo de 50 anos foi preso pela Polícia Civil no Centro de Barbacena na quarta-feira (12) após ser denunciado por abuso sexual contra mães de pacientes atendidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Barroso, no Campo das Vertentes.
Segundo a Polícia Civil, seis mulheres relataram ter sido abusadas pelo profissional durante atendimentos realizados na instituição. O nome dele não foi divulgado pela polícia.
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Ainda conforme as denúncias, o investigado entrava em contato com mães e fazia o convite para que fossem ao consultório para aprender um teste que deveria ser aplicado nos filhos. No local, sentava-se à mesa e posicionava as mulheres próximas, entre as pernas. Em seguida, fazia toques de natureza sexual.
O fonoaudiólogo foi preso preventivamente e encaminhado para o Presídio de Barbacena, onde permanece à disposição da Justiça. Em depoimento, ele negou as acusações.
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Em nota, a Apae informou que, tão logo tomou conhecimento dos relatos, adotou imediatamente as providências institucionais cabíveis, suspendendo o profissional dos atendimentos.
Ainda conforme o texto postado pela instituição nas redes sociais, o profissional trabalhou na unidade por cerca de 30 dias e que, em uma mesma semana, foram duas denúncias formuladas por mães de usuários, relatando situações envolvendo o fonoaudiólogo. "É importante esclarecer que as denúncias inicialmente apresentadas à instituição estavam relacionadas a situações envolvendo as mães dos usuários, e não a relatos de ocorrências envolvendo as crianças atendidas pela Apae", pontuou.
Confira abaixo a nota completa:
"A APAE de Barroso, diante da gravidade e da delicadeza dos fatos recentemente noticiados, vem a público prestar esclarecimentos acerca da situação envolvendo um profissional da área de Fonoaudiologia que prestou serviços junto à instituição.
Inicialmente, a APAE de Barroso esclarece que situações dessa natureza, ou semelhantes, jamais haviam ocorrido no âmbito da instituição, sendo este um fato absolutamente contrário aos princípios, valores e protocolos de proteção adotados pela entidade.
O referido profissional permaneceu prestando serviços na instituição por um período de aproximadamente 28 dias. Durante esse período, considerando tratar-se de um profissional recém-integrado à equipe, é prática da instituição realizar, nos primeiros atendimentos, o acolhimento e a apresentação do profissional às famílias, bem como prestar orientações familiares acerca dos procedimentos fonoaudiológicos indicados e das formas adequadas de sua realização e continuidade no ambiente domiciliar.
Em uma mesma semana, a instituição recebeu duas denúncias formuladas por mães de usuários, relatando situações envolvendo o referido profissional. Tão logo tomou conhecimento dos relatos, a direção da APAE adotou imediatamente as providências institucionais cabíveis, suspendendo o profissional de suas atividades e impedindo que realizasse novos atendimentos na entidade. Após a apuração inicial dos fatos e diante da gravidade dos relatos, foi providenciado o desligamento do profissional da instituição.
A APAE também orientou as famílias envolvidas quanto à necessidade de adoção das providências legais junto aos órgãos competentes.
Desde o primeiro momento, a APAE de Barroso colaborou integralmente com a Polícia Civil, disponibilizando todas as informações e documentos solicitados e necessários à investigação, reafirmando seu compromisso com a transparência e com a apuração dos fatos.
É importante esclarecer que as denúncias inicialmente apresentadas à instituição estavam relacionadas a situações envolvendo as mães dos usuários, e não a relatos de ocorrências envolvendo as crianças atendidas pela APAE. Ressalta-se, contudo, que qualquer denúncia ou suspeita dessa natureza é tratada pela instituição com absoluta seriedade, responsabilidade e prioridade.
A APAE de Barroso mantém uma relação de proximidade, confiança e respeito com seus usuários e suas famílias, tendo como compromisso permanente a proteção, a segurança, a dignidade e o bem-estar de todos aqueles que são atendidos pela instituição.
A entidade lamenta profundamente os fatos relatados e manifesta sua solidariedade às pessoas envolvidas, reafirmando que não compactua, sob nenhuma circunstância, com qualquer forma de violência, abuso ou violação de direitos. A APAE de Barroso reforça, ainda, que preza pelo cuidado, pela proteção, pela segurança e pelo bem-estar de seus usuários, dedicando especial atenção à garantia de um ambiente acolhedor, seguro e respeitoso para todos".
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